Combinando death metal, thrash e grindcore, “Descending Reprisal” é o full-length da Carceral, banda de metal extremo de Brasília cuja principal particularidade é ser instrumental.
Não sou fã do estilo, mas confesso que gosto de música instrumental para relaxar e me concentrar quando preciso desenvolver algum texto mais complexo.
Aí você me pergunta: “E você consegue se concentrar com esse tipo de música, que é um porraço na orelha?” Não. Mas as músicas são legais pra caramba.
Como não poderia ser diferente, é um álbum muito bem executado, com riffs matadores, alto nível técnico e uma brutalidade constante. Um ponto que me chamou a atenção ao pesquisar sobre o trabalho foi a inspiração na obra de Augusto dos Anjos. E, claro, a relação está justamente na atmosfera sombria e mórbida que permeia “Descending Reprisal”.
Em suma, é uma obra interessante, feita com muito capricho e de uma agressividade impressionante. Quem gosta de som pesado precisa ouvir as 24 faixas que se espremem em menos de 30 minutos.
Observação de estilo: Eu manteria o trecho “que é um porraço na orelha?”, porque ele quebra a formalidade na medida certa e reforça a personalidade da resenha. Apenas troquei “legal pacas” por “pra caramba”, pois soa um pouco mais natural para o restante do texto. Se a intenção for deixar a linguagem ainda mais coloquial, “legal pacas” também funciona.
Descending Reprisal (2026) – Carceral
Gravadora: Independente
Se o capeta encomendasse uma trilha sonora para o inferno, provavelmente seria algo parecido com Carceral – Descending Reprisal. E isso é um elogio para Carceral.
