DILES QUE NO ME MATEN FAZ SHOW HIPNÓTICO E INTENSO NO BAR ALTO.

DILES QUE NO ME MATEN FAZ SHOW HIPNÓTICO E INTENSO NO BAR ALTO.

(Reprodução)

Em um sábado de temperatura agradável fui até a Vila Madelena para cobrir o show da banda mexicana Diles Que No Me Maten e conhecer o Bar Alto, local que tem sido palco de shows (tanto nacionais como internacionais) na capital paulista.

Sobre o Bar Alto: a casa tem como sócios a Balaclava, o Tokyo e o jornalista Lúcio Ribeiro. O espaço para shows é pequeno, favorecendo performances intimistas e intensas (como o show do Diles). A acústica é boa e a capacidade para umas 150 pessoas. Esse local é uma das áreas, que ainda tem um outro ambiente interno e um ambiente externo (na parte mais alta se tem uma boa vista do bairro da Vila Madalena). Antes do show rolou uma bela playlist de indie rock e no “after” o local virou uma pista de dança (com direito a Spice Girls e Chalie XCX). Boa dica, tanto para shows ou ir curtir com amigos.

Sobre a banda: Diles Que No Me Maten é um quinteto mexicano, formado em 2017, que mistura krautrock, psicodelia, post punk, jazz rock e rock progressivo com intensidade e muita personalidade. Com quatro álbuns lançados, o mais recente Escrito en Agua, a banda vem chamando atenção na cena mexicana e em outras partes do mundo (vale muito conferir a apresentação deles na KEXP). Esse show encerrou uma turnê sul-americana que passou antes por Argentina, Peru e Chile.

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Eram quase 10 da noite quando os cinco rapazes subiram ao palco para iniciar uma viagem sonora que hipnotizou o bom público presente. Nos primeiros acordes já notei que algo intenso iria acontecer ali. Essa intensidade veio da belíssima performance do vocalista Jonás Derbez, que canta/recita as letras, sendo mais um “instrumento musical” no som da banda. E Jonás tem parceiros de banda que estão afinados na construção da sonoridade hipnótica que tomou conta do Bar Alto (destaque para Jeronimo Garcia– guitarra- e Gerardo Ponce– baixo).

O set list funcionou muito bem para um público que soube entrar na viagem proposta pela banda (celulares foram usados moderamente e o silêncio permitiu captar toda beleza das canções). Canções como Las Noches que Dormimos en Sillas, Hiriku, No Me, Tunuwame e Perquisidor tomaram mais corpo e profundidade. Foi uma imersão sonora, com passagens que lembraram Van Der Graaf Generator, King Crimson e Brain Jonestown Massacre. Em determinando momento olhei para o lado e vi algumas pessoas estáticas e outras chorando com o espetáculo impar que estavam precisando. Foi lindo, único e intenso.

Perto das 11:25 da noite a viagem encerrou com intensos aplausos. Na saída demorei uns 15 minutos para me reconectar com a realidade, após o sensacional show que assisti (certamente estará na minha lista de melhores do ano). Obrigado Balaclava por trazer esse espetáculo único ao Brasil. E aqui fica um pedido: Balaclava traga o Diles Que no Me Maten novamente ao Brasil em breve. Afinal, nunca te pedi nada.

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Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.