Blonde Redhead (Nova Iorque, EUA)

Blonde Redhead (Nova Iorque, EUA)

(Alexandre Aimbiré)

Conheça uma das atrações mais aguardadas do Balaclava Fest 2026

E foi dada a largada para a contagem regressiva para o maior festival independente do Brasil. O Balaclava Fest chega à sua décima sexta edição e amplia as datas, passando a ter dois dias, com um line-up maior: serão 16 atrações no total. Até o fim de semana do evento, nos dias 26 e 27 de setembro, ainda vamos falar muito sobre o Balaclava Fest. Agora, vou usar esta coluna para “apresentar” uma das grandes atrações que vão subir ao palco do Tokio Marine Hall: o Blonde Redhead, que retorna ao Brasil pela primeira vez desde 2012 e será um dos destaques desta edição do festival.

A banda foi formada em Nova Iorque no início dos anos 90, mais precisamente em 1993, como um quarteto. Em 1996, porém, acabou se tornando um trio, formação que permanece até hoje, com Kazu Makino (vocal, teclado e guitarra) e os irmãos gêmeos Amedeo Pace (vocal, baixo e guitarra) e Simone Pace (bateria). O som deles é uma mistura de experimentalismo, shoegaze, dream pop, noise e psicodelia.

Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, em 2023, ao comentar sobre as influências da banda, Amedeo disse: “Eu adorava jazz e queria improvisar; Simone estava imerso na música brasileira. E Kazu tinha suas próprias ideias rebeldes, influenciadas por My Bloody Valentine e Sonic Youth. Abandonei tudo o que aprendi na escola e comecei a tocar com afinações alternativas”.

O primeiro álbum da banda, homônimo, foi lançado em 1995 e tinha uma pegada bastante alinhada ao Sonic Youth. O disco, inclusive, foi produzido pelo baterista da cultuada banda nova-iorquina, Steve Shelley. Isso pode ser percebido já na faixa de abertura, I Don’t Want U.

O segundo disco, La Mia Vita Violenta, manteve essa pegada e marcou o fim da fase como quarteto. Foi no terceiro álbum, Fake Can Be Just as Good, lançado em 1997, que, para mim, a sonoridade do Blonde Redhead começa a tomar forma. É também aqui que eles se consolidam como o trio que permanece até hoje.

Nos anos 2000, eles atingem, para mim, o ápice criativo com os álbuns Melody of Certain Damaged Lemons (2000), Misery Is a Butterfly (2004), 23 (2007) e Penny Sparkle (2010).

Em Misery Is a Butterfly, temos algumas músicas clássicas, como Bipolar, Ego Maniac Kid, Pier Paolo, Oh James e Futurism vs. Passéism. Também chama a atenção o fato de os vocais de Kazu apresentarem uma influência clara do timbre de Yoko Ono.

23 é, para mim, o melhor trabalho deles. Aqui temos, como destaques, a faixa-título, SW, Dr. Strangeluv, Silently, Publisher, Top Ranking e My Impure Hair. Realmente, um álbum sensacional.

A banda ainda lançou Barragán (2014) e Sit Down for Dinner (2023), dois bons álbuns. No último, vale destacar as músicas Not for Me, Melody Experiment e Sit Down for Dinner, Pt. 1 e 2.

Em julho de 2026, foi lançado o single Blood Spilled, deixando aquela expectativa sobre um possível novo álbum em breve. E, no sábado, dia 26 de setembro, eles finalmente estarão de volta aos palcos brasileiros, 14 anos depois de suas apresentações no país, fechando o primeiro dia do Balaclava Fest.

Confira como adquirir os ingressos e prepare-se para um show que promete ser histórico.
 

Serviço:

  • Balaclava Fest 2026

    São Paulo – SP

  • Com: Blonde Redhead, Dry Cleaning, Pedro The Lion, Bar Italia, Liv.e, Wishy, Sharp Pins & Ludovic
  • Data: 26 de setembro, 2026
  • Local: Tokio Marine Hall
  • Endereço: R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo – SP
  • Abertura das Portas: 15h00
  • Censura: 18 Anos
  • Garanta seu Ingresso

Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência)

Takkø Café
Rua Major Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: terça a sexta, das 8h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h.
Mais informações: instagram.com/takkocafesp

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.