COMO ASSIM FREDERICO VOCÊ NÃO RESENHOU AINDA O ÁLBUM “NOVO” DO WINONA RIDERS?
Pois é, a vida anda bem intensa, insana, cansativa, com falta de grana e cheia de mudanças que, infelizmente, fizeram esse ótimo trabalho da banda argentina ficar na gaveta. Agora, na eminência do Balaclava Fest, que infelizmente não irei pelos motivos citados na frase acima, deixo minha contribuição dedicando singelas linhas ao trabalho do sexteto que está começando a dominar a cena alternativa no sul do sul do mundo.
Bom, 0% (ou zero porcento) é seu quinto álbum em desde os primeiros segundos de “Adios (A Dios)”, faixa que abre o disco, ele te joga o num clima denso, marcado por guitarras distorcidas, baixo pesado e uma bateria que empurra tudo para frente.
E aqui, as referências são claras e amplas: Stooges, Velvet Underground, The Brian Jonestown Massacre, The Dandy Warhols… Ao longo das 13 faixas, 0% equilibra momentos de potencia rockeira com passagens mais atmosfericas e experimentais.
Na sequência, o sexteto arrebata com “Lisas y Rayadas”, uma música igualmente intensa, mas de certa forma mélodica. Depois vem “La Letra Chica”, que detém um quê mais sombrio. “Prueba y error” tem um ambiente mais intimista, dado à dupla de piano e violão.
Depois vem “El rock and roll está matando mi rock and roll”, pra mim a faixa mais legal do disco. “Genesis”, “Media Vida” voltam a ter um peso mais lisérgico, enquanto “Nuevos Hechos Emergem!” é totalmente disruptiva, com batidas eletrônicas que lembram bastante The Primal Scream.
“Yo no disparo, soy la bala” dá continuidade ao belo álbum: praticamente nove minutos de guitarras estridentes e um clima insano.
Nas faixas finais, a banda apresenta “Cosas que no puedo contar”, brinca com britpop “Santo sagrado de las traiciones” (que destoa um pouco do resto do álbum, mas é igualmente boa), tem “Winona bootlegs”, majoritariamente instrumental, e “0%”, num final totalmente psicodélico.
Assim sendo, o sexteto argentino nos apresenta um diamante já lapidado. “0%” é um disco para ouvir na ordem, do inicio ao fim, como uma experiencia lisérgica.
Caso você não conheça, vá atrás e escute. Logo vai entender o motivo desta banda ter tanta relevência no pós-pandemia do país Hermano.
Aliás, escrevendo e ouvindo este álbum, não vou mentir, estou indo ver passagem de avião para ir pelo menos no segundo dia do Balaclava Fest para conferir essa banda ao vivo!
Serviço:
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Balaclava Fest 2026
São Paulo – SP
Com: DIIV, Beach Fossils, Wednesday, High Vis, Sudan Archives, Winona Riders, Adorável Clichê & Budang - Data: 27 de setembro, 2026
- Local: Tokio Marine Hall
- Endereço: R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo – SP
- Abertura das Portas: 15h00
- Censura: 18 Anos
- Garanta seu Ingresso
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência)
Takkø Café
Rua Major Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: terça a sexta, das 8h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h.
Mais informações: instagram.com/takkocafesp
0% – Winona Riders
Gravadora: Indie Folks
Talvez eu inicie 2027 endividado por culpa do Winona Riders.
