Vera Fischer Era Clubber – Veras II

Vera Fischer Era Clubber – Veras II
(Reprodução)

“Te peguei fazendo comigo o que a noite faz com o dia”

Abrindo o album, “Quero que se foda, quero que se abra, quero que se exploda”, não poderia ser uma escolha melhor, esse trecho simplemente gruda na cabeça.

O post punk psicodélico e funkeado, com os synths pop e nostálgicos (Vick Luz), e a presença da nossa front gurl numa mistura de Supla com Tati Quebra Barraco, a icônica Crystal Duarte performática da composição a voz, da forma como canta ao palco, a mistura das letras arrojadas e irônicas, cacofônicas em português, com alguns estrangeirismos debochados e a forma como as palavras são declamadas e cantadas, com as pausas e sustentadas pelo groove do baixo (Malu) que se destaca.

A banda que nasceu na pandemia, já está em seu terceiro ano de atividade, vem com esse lançamento que tá pra se abrir, pra se explodir e de gozar a calcinha. Os beats eletrônicos temperam a atmosfera de uma forma inusitada, é a mistura da música eletrônica com synth pop e rock alternativo, que trás agito mas garanto que com certeza vai fazer você dançar de forma única.

VERAS II, faz com que 2 e 2 não sejam 3 – “O que você me fez vai voltar pra você…”. As brincadeiras e analogias psicodélicas entre o clímax sexual e divagações entre outras banalidades trazidas para esse contexto da causalidade dos relacionamentos. ”Golfinhos e baleias e suas vozes femininas” como em “É o Pico, é o Ápice”.

Calcinha Gozada com certeza traz o clima mais inesperado, com um bpm mais acelerado e um synth sombrio, é com certeza a melodia mais punk do álbum com a parceria entre Cristal e Peko. Outros singles que se destacam pela versatilidade e pura diversão do arranjo são “Chic Chic” e “Buceta Gay”. Tudo isso regido e segurado pelos beats de batera do Pek0, autor principal também do nome da banda. Que surgiu após a história de que sua tia teria dançando com a atriz Vera Fischer numa noitada carioca.

9.0

Veras II – Vera Fischer Era Clubber

Gravadora: Independente

“Te peguei fazendo comigo o que a noite faz com o dia”.

Ana Carolina Terhorst

Ana Carolina Terhorst

Designer de formação, bagunceira de vocação. Meu lema é bagunçar pra depois encaixotar tudo no lugar. Deito no chão do quarto pra ouvir música pelo chão gelado. Não sou muito técnica mas sei exatamente quando me arrepia. Tenho uma guitarra velha que eu achava que era uma Fender mas é só uma Squier.