Fishbone bota público paulista para dançar

Fishbone bota público paulista para dançar

(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Com abertura da Maga Rude, banda americana comandada por Angelo Moore entregou 90 minutos de ska, funk, punk e psicodelia, fazendo o público paulista dançar em uma noite de celebração no Fabrique Club.

O aquecimento para o novembro lotado de shows gringos em São Paulo começou no feriadão que encerrou outubro (da vitória). No último dia deste mês infinito (que superou agosto), o Fabrique Club recebeu a visita da banda Fishbone, voltando a tocar em terras brasileiras, com produção da Powerline e da Maraty.

A proposta do rolê era começar e terminar cedo. Às 18h em ponto, subiu ao palco a banda Maga Rude, que fez um show divertido, com uma boa pegada ska/punk/reggae. Ao longo dos 50 minutos de apresentação, tivemos covers de Mutantes e Madonna, músicas autorais e participações especiais (Natalia Matos e Camila Araújo, do Punho de Mahin). As meninas fizeram o aquecimento perfeito para o bom público presente.

Fishbone bota público paulista para dançar 2
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Às 19h30, com a casa cheia, subiu ao palco a grande atração da noite: a banda americana Fishbone. Quando os primeiros acordes de When Problems Arise ecoaram no Fabrique, deu para perceber que a pista ia ferver. Com dois discos clássicos dos anos 80 (In Your Face e Truth and Soul), a banda retornou ao Brasil para divulgar seu mais recente álbum, Stockholm Syndrome (do qual só entrou no set a música Racist Piece of Shit).

Com o núcleo formado por Angelo Moore (vocais e sax), Christopher Dowd (vocais e teclados) e Tracey “Spacey T” Singleton (guitarra), a banda mostrou que sabe como fazer um som dançante de qualidade. Muito legal ver o ótimo público presente dançando alegremente e curtindo Angelo e sua trupe comandarem a “balada”.

Fishbone bota público paulista para dançar 4
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Aqui cabe um destaque, na minha opinião, para Tracey “Spacey T” Singleton, que faz riffs dançantes e psicodélicos ao mesmo tempo. O repertório foi focado no álbum In Your Face, com pedradas como Moments in the Light, A Selection, Cholly e Give It Up incendiando a pista (que contava com vários nomes importantes da cena punk paulista, como Clemente e Ariel Invasor).

Em 90 minutos, o baile foi intenso (teve o cover de Love Rollercoaster, do Ohio Players), com direito ao bis de Everyday Sunshine, que faz todo mundo balançar o esqueleto (ok, essa expressão é antiga, mas resume o momento).

Fishbone bota público paulista para dançar 6
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Às 21h, o público saía do Fabrique com aquele sorriso no rosto e a sensação de que o sábado já tinha garantido uma ótima diversão. Obrigado aos envolvidos! Vida longa aos bons sons!

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.