02 DE AGOSTO – QUEBRA DE PRECONCEITOS (por esse que vos escreve.)
Confesso que sempre tive um certo preconceito com boys bands, que desde sempre existiram com algumas variações e praticamente, os mesmos países: EUA, REINO UNIDO, PORTO RICO, ARGENTINA, BRASIL..e há alguns anos: COREIA DO SUL!
Mas o tempo é o senhor da razão, se você parar para pensar, alguns cantores muito famosos saíram dessas boys bands, ou viraram atores: Mark Wahlberg (ex-New Kids on The Block), Justin Timberlake (ex-NSync), Robin Williams (ex-TakeThat) e recentemente, Harry Stiles (ex- One Direction). Logo, não é difícil imaginar que o nosso preconceito possa ser um bloqueio para não encontrarmos boas canções e bons shows dentro dessa seara.
Repito, não é a minha praia. Sou afeito a bandas independentes, sons mais elaborados e artistas dito “malditos” (alguns dos fãs do NTX ou BTS, diriam que meu gosto musical é esquisito, comparado com o deles, e tudo bem!), então é quase um “mea culpa” ter gostado de um show de uma banda como o NTX.
Ao contrário do que se imagina, um show desse tamanho, envolve um ambiente quase familiar, onde pais, mães, irmãos mais velhos convivem com fãs e admiradoras (em sua grande maioria) para assistir e “causar” – no bom sentido, em um evento que envolve uma banda ou boy banda sul coreana.
O ambiente é bem controlado (o show foi realizado do HALYU FESTIVAL BLUMENAU – onde somente comidas típicas coreanas e produtos típicos coreanos faziam parte) e o máximo que eu pude ver foram adolescentes gritando a plenos pulmões por um grupo de oito (sim, foram OITO MEMBROS!) no palco que foi realizado em Blumenau, dentro da Vila Germânica.
O PRÉ SHOW
Antes de mais nada, inteligentemente, o Dj MikeFly esquentou o público (aproximadamente umas duas mil pessoas, em um local que cabiam quase seis mil) com canções de bandas do k-pop: BTS (óbvio!), Pink Panther, Stray Kids, e outras que fazem desse universo peculiar um pré-show, a cada início de canção, era uma gritaria, como se a banda ou artista fosse se apresentar logo em seguida.
Qual a lógica de gritar por uma canção?
Talvez o que explique a comoção geral é a sensação de pertencimento a um grupo que goste de um nicho que não pode e nem deve ser mais ignorado, o crescimento de artistas de k-pop tem sido alto nos últimos anos, tendo alcançado desde: crianças de 5, 6 anos de idade a senhoras de 70, 80 anos, basta procurar na grande rede.
Os fatos, falam por si só!
Outro motivo seria a tenra idade e os rostos suaves e quase angelicais da grande maioria dos artistas do gênero, praticamente são os pseudos filhos, namorados e pares ideais para um contigente feminino gigante pelo mundo.
Após um extenso set list que abrangeu mais de uma hora de esquenta e com praticamente todo o público cantando (sim, cantando em um dj set!), começa a catarse do NTX!
NTX – A CATARSE!

São oito pessoas em um palco e uma dinâmica que muda conforme a canção.
Coreografias sem erros, dinâmica onde cada um possa mostrar seu talento vocal, canções que vão do romantismo desenfreado (as vezes com um integrante sozinho no palco), a coreografia com 4 ou 5 membros, o show é uma constante de rapazes esbanjando vigor físico após 13 datas entre julho e agosto (só no Brasil!).
Divulgando o EP lançado em novembro do ano passado, “Proto Type”,+ o single lançado esse ano com 3 canções., chamado “Go” (onde encontramos: “Vamos”, “Go DJ” e “Automatic”) o grupo usa das melhores armas musicais para cativar as fãs. Desde batidas de funk brasileiro, “Vamos” e “Problematic” e canções dos outros trabalhos do octeto, que está em sua terceira passagem pelo Brasil.

O show tem momentos de total sincronia com a plateia, momentos que vi fãs chorando e fás gritando quando um dos rapazes, levantou a camisa algumas vezes e tirou o folego de centenas.
Mas a melhor leitura que pude observar ali, foi que dentro de um pavilhão gigante, onde adolescentes e adultos dividiam o espaço, era – o cuidado com as fãs nas grades e na plateia, esses eram constantes – não apenas em coreano como em português (com a tradutora) o grupo pedia para todos darem um passo atrás, para evitar problemas e machucar outras pessoas.
E isso era o carinho do grupo com as fãs, o maior legado que artistas podem ter com o seu público!
Com uma tradutora acompanhando as interações, o show do NTX foi uma experiência interessante e principalmente de respeito a cultura coreana.
As músicas são dinâmicas, as coreografias matemáticas, e mesmo em um espaço de sonhos de centenas de adolescentes e mulheres adultas a um quase culto o kpop, o sentimento de família e pertencimento se faz presente o tempo todo.
E isso, foi bem bacana!
E o pós show com um risoto de pato e um chopp de maçã do amor, foi definitivamente, a cereja do bolo!



