Depois de uma sequência de 16 shows pela Europa, a Papangu desembarca em Florianópolis para apresentar a turnê de Celestial, terceiro álbum de estúdio da banda paraibana. O show acontece no dia 30 de outubro, a partir das 21h, no Célula Showcase, e ainda terá as catarinenses TRAN e Lupino completando a noite.
Formada em João Pessoa (PB), em 2012, a Papangu construiu sua identidade em um lugar bastante particular da música pesada brasileira. A banda mistura metal e rock progressivo com ritmos, harmonias e referências da música nordestina, combinação que começou a ganhar forma em Holoceno, lançado em 2021, e foi ampliada em Lampião Rei, de 2024.
Depois da primeira turnê internacional, realizada em 2025, o grupo entrou em 2026 com o pé na porta. Estreou no Lollapalooza Brasil, lançou Celestial pela Deck e voltou à Europa para uma sequência de 16 apresentações divulgando o novo trabalho.
E parece que o barulho atravessou bem o Atlântico. Celestial chamou a atenção de veículos brasileiros e internacionais, aparecendo em publicações como The Guardian, Bandcamp Daily, Rolling Stone Brasil, Pitchfork e Louder Sound. O álbum também apareceu entre os destaques de 2026 do Veil of Sound.
Agora, é a vez de Santa Catarina receber essa mistura de peso, experimentação e brasilidade.
O prog catarinense entra na história
Representando Florianópolis, a TRAN acompanha a Papangu nesta passagem da turnê. A banda trabalha nas fronteiras entre rock progressivo, metal alternativo e shoegaze, construindo uma sonoridade pesada, atmosférica e cheia de camadas.
Em 2026, o grupo lançou seu primeiro EP, Escuro Iridescente, e prepara mais uma novidade para os shows da turnê: o single “Criatura”, próximo lançamento da banda.
Completando o lineup está a também catarinense Lupino, que adiciona ainda mais mistura à noite ao atravessar referências do rock alternativo, pop, math rock e música brasileira.
Ou seja: três bandas que, cada uma à sua maneira, parecem pouco interessadas em respeitar fronteiras muito rígidas entre gêneros. Para quem gosta de rock progressivo, música pesada e das possibilidades que aparecem quando tudo isso encontra elementos da música brasileira, a noite promete ser das boas.



