SERÁ UM EP OU UM SINGLE TRIPLO?
A nova e eterna discussão de 2026 é: qual é o número máximo de músicas que um single (que significa “um” em inglês, mas que, em mídia física, costumava trazer duas faixas), pode ter? Ou qual é o mínimo de músicas que um lançamento deve conter para ser considerado um EP, sigla para Extended Play (ou “reprodução estendida”)?
Sendo algo longo ou curto, o querido Pedro Lanches apresentou Brasília, um EP (segundo ele, e eu concordo), com três músicas que ampliam o cardápio da lanchonete gerida por Pedro Rocha.
O rolê começa com “Brasília”, uma apoteose musical com clara influência do post-punk, estética oitentista e uma letra que clama: “E eu só consigo pensar / que se foda o Planalto / o Eduardo e a Mônica”. Poesia em seu estado mais sofisticado.
Na sequência, temos “Toda Vez que Ele Sai”, que gruda como chiclete e continua flertando com um som, podemos dizer, “mais sombrio”. Para finalizar, temos “Correntes”, faixa que apresenta um belo dueto de Pedro com Marília Jonas, vocalista da Jonabug.
As músicas são muito legais e contam com uma baita produção, que se diferencia das primeiras gravações e pode apontar para um novo horizonte criativo. Se fosse uma lanchonete, diria que agora estão servindo lanches gourmet. E o que já era gostoso ficou ainda melhor. Confira agora mesmo e veja se você também não vai ficar com aquele gostinho de “quero mais”!
Brasília (EP) – Pedro Lanches
Gravadora: Independente
Pedro Lanches encontra "novos sabores" musicais em Brasília, seu novo EP.
