“Te peguei fazendo comigo o que a noite faz com o dia”
Abrindo o album, “Quero que se foda, quero que se abra, quero que se exploda”, não poderia ser uma escolha melhor, esse trecho simplemente gruda na cabeça.
O post punk psicodélico e funkeado, com os synths pop e nostálgicos (Vick Luz), e a presença da nossa front gurl numa mistura de Supla com Tati Quebra Barraco, a icônica Crystal Duarte performática da composição a voz, da forma como canta ao palco, a mistura das letras arrojadas e irônicas, cacofônicas em português, com alguns estrangeirismos debochados e a forma como as palavras são declamadas e cantadas, com as pausas e sustentadas pelo groove do baixo (Malu) que se destaca.
A banda que nasceu na pandemia, já está em seu terceiro ano de atividade, vem com esse lançamento que tá pra se abrir, pra se explodir e de gozar a calcinha. Os beats eletrônicos temperam a atmosfera de uma forma inusitada, é a mistura da música eletrônica com synth pop e rock alternativo, que trás agito mas garanto que com certeza vai fazer você dançar de forma única.
VERAS II, faz com que 2 e 2 não sejam 3 – “O que você me fez vai voltar pra você…”. As brincadeiras e analogias psicodélicas entre o clímax sexual e divagações entre outras banalidades trazidas para esse contexto da causalidade dos relacionamentos. ”Golfinhos e baleias e suas vozes femininas” como em “É o Pico, é o Ápice”.
Calcinha Gozada com certeza traz o clima mais inesperado, com um bpm mais acelerado e um synth sombrio, é com certeza a melodia mais punk do álbum com a parceria entre Cristal e Peko. Outros singles que se destacam pela versatilidade e pura diversão do arranjo são “Chic Chic” e “Buceta Gay”. Tudo isso regido e segurado pelos beats de batera do Pek0, autor principal também do nome da banda. Que surgiu após a história de que sua tia teria dançando com a atriz Vera Fischer numa noitada carioca.
Veras II – Vera Fischer Era Clubber
Gravadora: Independente
“Te peguei fazendo comigo o que a noite faz com o dia”.
