A Argentina segue produzindo discos que a gente precisa ouvir.
A cena contemporânea argentina segue a todo vapor e nos presenteia, a todo momento, com ótimos artistas e trabalhos de amplo destaque. É o caso de América del Futuro, terceiro álbum da banda argentina Fonso y las Paritarias.
A banda surge da evolução do projeto solo de Lucas Difonzo (Fonso), que já vinha trabalhando em projetos pessoais e experimentações até agregar “Las Paritarias” ao nome e numa banda, a partir de 2023. E, caso você não saiba, paritária significa uma estrutura, comissão ou votação formada por partes iguais de representantes de grupos diferentes, buscando garantir equilíbrio e igualdade nas decisões. Isso tanto em espanhol quanto em português.
Voltando a América del Futuro, o álbum é composto por nove petardos que navegam entre a psicodelia, o post-rock, o alternativo (alô, Velvet Underground), o reggae (mais soturno, algo nada feliz) e o próprio rock argentino (alô, Andrés Calamaro). Mas é difícil englobar ou catalogar tudo isso.
O disco soa muito homogêneo, com uma produção impecável, guitarras potentes, voz confiante e uma integridade sonora que se mantém do início ao fim. Gostei muito das faixas “En la Boca”, “Divertite como puedas” e “Bolsillo de atrás”, mas, assim, vale a pena ouvir o álbum como um todo.
Tá a fim de novidade e de saber o que está sendo produzido nos porões portenhos? Então Fonso y las Paritarias é meio que obrigação. Vá sem medo, porque não tem desperdício.
América del Futuro – Fonso y las Paritárias
Gravadora: Indie Folks
Fúria, jeans e Velvet Underground: o curioso mundo criado por Fonso y las Paritárias se desenha cada vez fora mais clara e coesa.
