Marinas Found – Saudade (2026)

Marinas Found – Saudade (2026)

(Reprodução)

Lançado em janeiro e disponível em todas as plataformas digitais, Saudade é o terceiro álbum de estúdio da Marinas Found, banda de Pelotas que que parte do hardcore, mas flerta com punk, emo, rock alternativo e melodias mais pop.

Vou abrir um parêntese quase confessional: ao ouvir Saudade, tive a sensação de estar escutando uma banda de 20 anos atrás. Se fosse montada uma pasta com músicas do Cueio Limão, Vinte!, Dibob, Darvin e Marinas Found, poderia passar desapercebida. E isso pode soar como crítica ou elogio. Para alguns, pode parecer atraso estético. Para mim, é saudosismo bem resolvido.

Musicalmente, o peso dialoga com refrões acessíveis, equilibrando agressividade e vulnerabilidade emocional.

No âmbito das letras, elas orbitam para os problemas da faixa dos 20 e poucos até os 30 e tantos anos: rotina que pesa, amigos que se afastam, cidades que apertam e a tentativa constante de não perder a própria essência no meio do caminho.

Como destaque, cito “Rito”, “Saudade” e “Cidades Vizinhas”, esta última com a participação do Rodrigo Lima, do Dead Fish.

No conjunto da obra, “Saudade” é honesto e direto, nesta ordem. Afinal, procede como um retrato de “jovens adultos” tentando sobreviver às próprias expectativas, com guitarras altas e coração de hardcore.

Saudade (2026) – Marinas Found

Gravadora: Independente

Saudade é o disco para quem sente falta de 2004, mas encara 2026 de frente.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.