Sempre me pergunto porque nós, no Brasil, não consumimos mais músicas portuguesas, num nicho tão restrito quanto ouvir músicas latinas.
Aí penso, poxa, vou atrás, não devo ser preguiçoso e tal. E me deparo com uma banda chamada CELSO e um álbum chamado INDIECORNO.
E isso quase foi demais para meu senso de quinta-série.
Mas deixei de lado e dei uma chance para ouvir o quinteto de Lisboa. E INDIECORNO mistura indie rock, eletrônica, folk e pós-punk sem muita cerimônia, transitando entre momentos mais introspectivos e outros carregados de sarcasmo.
Produzido pela própria banda, o trabalho conta com 14 faixas e cerca de 42 minutos, tem músicas interessantes como DOPAMINADO, FLORES FALSAS e AÇORESATLANDIA, além da já citada faixa nome do álbum. E pelo que pesquisei, é isso mesmo: um “xingamento” aos apreciadores da música independente.
Tudo isso com forte sotaque da terra de Cristiano Ronaldo.
No fim das contas, o segundo álbum da banda (ouvi o primeiro também depois), é um disco interessante, bem-produzido e com letras interessantes, que oscilam entre confissão e ironia. Por isso, se você também é um INDIECORNO e tiver curiosidade do que está sendo produzido em Portugal, assim como eu, recomendo dar uma chance.
No fim das contas, o segundo álbum da banda (ouvi o primeiro depois também) é um disco interessante, bem produzido e com letras que oscilam entre confissão e ironia. Por isso, se você também é um INDIECORNO e tem curiosidade sobre o que está sendo produzido em Portugal, assim como eu, recomendo dar uma chance.
INDIECORNO – CELSO
Gravadora: Independente
Portugal manda um recado aos fãs de indie: vocês são todos… indiecornos
