CA7RIEL & Paco Amoroso – Free Spirits (2026)

CA7RIEL & Paco Amoroso – Free Spirits (2026)

(Reprodução)

Depois de um período de silêncio, CA7RIEL & Paco Amoroso voltam com Free Spirits, um disco que soa legal e se afasta um pouco do que foi construído em Papota. Ainda assim, amplia o universo criado pela dupla argentina.

A narrativa gira em torno do tal Free Spirits, the wellness center, um centro de cura fictício guiado por Sting, sim, aquele do The Police. Musicalmente, o disco é um zigue-zague: tem trap, rock, funk, eletrônico e uma vibe meio transcendental que aparece e some o tempo todo. “Nada nuevo” já abre esse portal com atmosferas quase orientais e um tom mais introspectivo.

Quando entram em modo caótico, o álbum funciona muito bem. “Goo goo ga ga”, com Jack Black, é praticamente um delírio retrofuturista com refrão chiclete. “No me sirve más” mantém o pulso eletrônico lá em cima, enquanto “Ay ay ay”, com Anderson .Paak, traz um groove funk que empurra o disco pra outro lugar.

Você pode não gostar, mas é difícil negar que a dupla é hoje uma das maiores sensações da música feita no sul do sul do mundo.

No fim, são 12 faixas, 36 minutos e uma sensação clara de expansão. Um pouco de tudo, bastante diversidade e, em alguns momentos, até agressivo, mas funciona e catalisa bem toda a criatividade dos argentinos. Não é um disco que vai entrar fácil nas listas de melhores do ano… a não ser que a lista tenha uns 50 lançamentos.

E tenho dito.

Free Spirits – CA7RIEL & Paco Amoroso

Gravadora: Independente

CA7RIEL & Paco Amoroso expandem seu som em “Free Spirits”.

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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.