Ouvi Nine para escrever e terminei encarando o além
Desde que ouvi Russian Circles pela primeira vez, a banda acabou se tornando uma das minhas favoritas entre as instrumentais. Gosto de ouvir esse tipo de som para escrever, mas, quando percebo, estou absorto, encarando o além enquanto três caras de meia-idade destroem tudo instrumentalmente.
E, bom, Nine, nono álbum da trupe, segue essa linha. Um baixo potente, uma bateria absurda e riffs gigantes, daqueles que vão do silêncio ao êxtase sem muito alarde ou justificativa plausível.
Em sete faixas, os círculos russos botam pra quebrar e seguem uma linha já consagrada ao longo de mais de 20 anos de carreira. “Empath” é um porraço; “Eluvial” tem aquele crescimento musical que comentei logo acima; e “Seventh Seal” fecha o disco e, segundo a banda, homenageia a era de Cliff Burton no Metallica.
Nada de grandes experimentações por aqui, tampouco ideias extravagantes que tentem mudar os rumos da banda. Em resumo, é Russian Circles sendo apenas Russian Circles.
Nine – Russian Circles
Gravadora: Sargent House
Russian Circles não muda a fórmula em Nine. E cá entre nós, precisava?
