Os cinco discos indispensáveis de Carmino

Os cinco discos indispensáveis de Carmino

(Divulgação)

De The 1975 a Legião Urbana, Carmino revela os cinco discos que ajudaram a formar sua maneira de ouvir e fazer música.

Do interior de Santa Catarina para a cena independente, Carmino vem construindo uma carreira marcada pelo encontro entre indie rock, MPB e pop alternativo. Natural de Guabiruba, o cantor e compositor lançou seu álbum de estreia, Casa de Badalação & Tédio, em 2024, e desde então vem ampliando seu espaço na música autoral catarinense com canções confessionais, referências variadas e uma identidade cada vez mais própria.

Mas antes de qualquer artista existir como artista, existe aquilo que ele ouviu. Os discos que ficam, que voltam, que ajudam a formar uma maneira de entender música — e, às vezes, até de fazer música.

Na estreia de Indispensáveis, nossa nova série, convidamos Carmino a escolher cinco discos que levaria para uma ilha deserta. O resultado passa por pop contemporâneo, música brasileira, city pop, indie rock e rock nacional. E, como toda boa lista de favoritos, ainda sobraram alguns quase escolhidos.

The 1975 — The 1975

“Diria que é a minha banda favorita hoje. Eu não canso desse disco, vivo redescobrindo e sempre me inspira. É uma aula de como construir um álbum.”

Marina Lima — Fullgás

“Venho me apaixonando pela discografia da Marina desde que descobri essa pérola dos anos 80. Amo tanto que tenho esse disco físico aqui em casa. A faixa-título é uma das composições mais bonitas que conheço.”

Takako Mamiya — Love Trip

“Não deveria estar falando desse disco aqui… sinto muito ciúme dele e queria guardar só pra mim. Uma pérola beeeem lado B do city pop, com algumas das melodias mais comoventes que já ouvi na vida.”

Wallows — Tell Me That It’s Over

“Álbum indie mais recente que é a maior inspiração para a produção das minhas músicas desde que a minha namorada me apresentou. Todas as músicas são muito boas e muito ricas.”

Legião Urbana — Legião Urbana

“Poderia escolher qualquer um dos discos da Legião aqui, mas acho que esse foi o que mais me impactou e perdura comigo. Sou simplesmente fascinado pela persona Renato Russo, pela sua história, tanto que coleciono livros sobre ele e sua obra. Diria que é a minha maior referência como compositor.”

Menções honrosas

Troye Sivan — Blue Neighbourhood

O disco que Carmino mais ouviu durante a adolescência e que ajudou a moldar sua sonoridade pop.

YMA — Par de Olhos

O álbum que “abriu meus olhos para a cena underground do brasilsilsil”.

Tim Bernardes — Recomeçar

“Tim Bernardes me faz duvidar da minha capacidade de transformar sons em sentimentos.”

E você? Quais são os cinco discos indispensáveis da sua vida?

Alexandre Aimbiré

Alexandre Aimbiré

Três quatis num sobretudo. Eterno estudante de Letras, guitarrista de fim de semana, DJ ocasional e arquiinimigo do Skylab. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.