PISS- YOU MADE ME/ SKILL ON LINEN (2026)

PISS- YOU MADE ME/ SKILL ON LINEN (2026)
(Reprodução)

E no período do ano que começo a vasculhar o que bom ouvi nesse intenso 2026 (em breve na nossa lista de melhores do Under Floripa) descubro uma banda canadense chamada Piss que acaba de lançar seu debut, o álbum You Made Me/Skill on Linen.

Ah, a gravadora deles é a seminal Sub Pop. E o disco tem a cara e a sonoridade da Sub Pop.

Formado em Vancouver, CA, esse quarteto já vinha chamando atenção por dois singles ( Block a Scene you Can’t Remember e Time to Loop a Hot Slit) que criaram boas expectativas. Mas esse álbum de estréia realmente subiu a régua e é um dos melhores lançamentos desse segundo semestre.

You Made Me/Skill on Linen é um disco visceral, brutal, sujo e experimental. Aqui temos uma mistura de Amyl and the Sniffers, Bikini Kill, PJ Harvey (fase anos 90), Lambrini Girls e Sleater- Kinney que forma uma explosiva mistura de noise/ punk/ hardocore/ post-rock.

E essa barulheira toda tem nos vocais de Taylor Zantingh a combinação perfeita. Entre os sons mais caóticos e os mais calmos, a vocalista canta, declama e urra para se transformar no elemento final do caos que You Made Me apresenta ao ouvinte.

Com 15 faixas concentradas em curtos e intensos 30 minutos (algumas com menos de um minutos de duração e outras com mais de quatro minutos), o álbum não se limita a ser apenas um disco de rock, pois une política, feminismo e literatura para gerar uma catarse de tirar o fôlego.

Escute I Keep Trying to Chance the End, There Was a Door, A Little Girl’s Horse Craze Betrays Her, Vikki e Rota Zora para entender um pouco desse lançamento intenso. Ah, ouvidos mais sensíveis podem ficar incomodados. Se for esse seu caso, recomendo uma segunda audição.

10.0

You Made Me/ Skill on Linen – PISS

Gravadora: Sub Pop

Estréia da banda canadense reune petardos barulhentos em uma catarse necessária para os dias atuais.

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.