DIIV- ZIRP! (2026)

DIIV- ZIRP! (2026)
(Reprodução)

Uma das bandas mais queridinhas do indie rock mundial está com novo disco. Falo dos americanos do DIIV, que acabam de soltar Zirp!, quinto álbum da carreira.

E para quem estava no Balaclava Fest desse ano, a banda apresentou seis músicas (no total o álbum tem 11) deste lançamento no show de encerramento do Festival (confira nossa resenha aqui).

Nesse novo trabalho a banda busca mudar um pouco a sonoridade que os consagrou. O grupo — conhecido por ter moldado a estética do shoegaze e dream pop moderno — entrega uma obra intencionalmente mais acessível, viva e espontânea, descrita por eles próprios como a busca pelo seu conceito de “pop alternativo” sem abrir mão das guitarras distorcidas.

Ou seja, a banda quis ampliar sua sonoridade, mas continuar tendo um som de DIIV. E deu certo.

A grande virada de chave em Zirp! apode ser associada a A.G. Cook, produtor e mestre por trás do movimento hyperpop e frequente colaborador de nomes como Charli XCX e Caroline Polachek. Mas não é só ele, pois a banda tem uma parcela nessa mudança.

The Fountain abre o álbum misturando guitarras no estilo shoegaze e a voz limpa de Zachary Cole Smith. Kid remete ao noise-pop noventista (com influências de Smashing Pumpkins e Pixies). Dare Me tem uma melodia pop cativante e um riff de guitarra grudento.

Já em The Crash mistura peso e distorção, criando uma textura perto de um pop industrial. Trillions é canção com groove contagiante (quase radiofônica). Us Against You, para mim a melhor faixa do disco, é melódica e com riffs de guitarra grudentos (um rock/pop distorcido) da banda. 

My Star é uma das faixas vibrantes do disco, com guitarras que remetem à estética da banda na era Oshin. Idiot In The Sky encerra o álbum com um belo riff de guitarra e uma pegada viajante.

Zirp! mostra uma banda que não quis se acomodar na fórmula confortável do shoegaze moderno, buscando reinventar a própria sonoridade. O resultado é um bom disco (mesmo que alguns fãs mais radicais possam ficar com “raiva”) e que no geral funciona bem como transição. Escute com atenção e boa diversão.

8.0

ZIRP! – DIIV

Gravadora: Fantasy Records

Banda queridinha dos indies aponta novos caminhos, mas sem perder a essência.

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.