Se alguém ainda duvidava da versatilidade de Julia Mestre, Maravilhosamente Bem chega para encerrar a discussão (e, de quebra, colocar todo mundo para dançar).
Em seu novo álbum, o segundo de sua carreira solo e o primeiro depois do fim da “Bala Desejo”, mostra a artista mergulhando de cabeça na disco music e no pop oitentista, entregando uma sequência coesa de faixas que são puro groove, brilho e refrões que grudam na cabeça.
Na boa, o que mais impressionou foi a naturalidade com que Julia transitou entre o saudosismo e a modernidade. As referências aos anos 1980 estão por toda parte, dos sintetizadores cintilantes ao baixo pulsante, como na música Sou Fera que, tranquilamente, poderia fazer parte de uma coletânea de bandas de época. Mas também destaco que nada soa datado ou forçado. Pelo contrário, Julia pega esse material retrô e o traduz com frescor, criando um trabalho atual, solar e irresistivelmente pop.
Assim temos faixas mais ativas como Veneno da Serpente e Marinou, Limou e outras mais para dançar agarradinho, vide Cariñito ou Seu Romance, músicas suaves e baladas altamente românticas.
Em suma, Maravilhosamente Bem brilha justamente por abraçar a estética da festa sem perder a sofisticação. Julia Mestre está em seu momento mais luminoso, que está totalmente assentada num novo momento e que doce em excesso faz mal. Por isso, nada de balas! Fica só no desejo que é melhor (e mais legal).
Veja:
Maravilhosamente Bem – Julia Mestre
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Julia Mestre acerta em cheio na pista de dança com Maravilhosamente Bem
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