tapete tapete lança disco e recebe Cidade Dormitório em shows antagônicos na Brocave!

tapete tapete lança disco e recebe Cidade Dormitório em shows antagônicos na Brocave!

(Reprodução)

No último sábado (conhecido como cinco de julho), tivemos (ao menos 50% dos editores desse espaço) a oportunidade de entender o novo fenômeno independente, tapete tapete, na sempre receptiva Brocave.

Como anfitriões o quarteto entendeu perfeitamente o seu papel: entregar um show e uma simbiose quase alucinada com o público. Não me entendam mal, mas grande parte do público, estava lá, por eles, tapete tapete.

Um quarteto que foge de muitas convenções e busca seu espaço dentro de uma trincheira indie. É uma amalgama de sons e referencias, sendo belissimamente bem executada dentro de sua proposta, capitaneada por 2 figuras: o frontman Arthur, o guitarrista, e o baixista Carlos Vinícius — que parece ter saído direto de algum filme de ação dos anos 80, alto, esguio, com uma jaqueta que foi tirada durante o show — afrontando o público com seu porte “macho alfa”, mas que nada mais era que uma persona segura de si, pronto para conquistar algo.

Maluco bonito, bem nutrido e que assim como toda a banda, tinha aquele figurino, direto dos anos 80. Gostei!

O grupo, seguiu à risca o repertório do primeiro álbum cheio, “Premiada Tapeçaria Borges”.

Canções dissonantes, flerte com a loucura e um vocalista que rege a massa como poucos. Insanamente, de maneira dramática e como um dândi também escorado nas vestimentas dos anos 80 (camisa antiga do time local, Figueirense), um líder de um povo ensandecido por mais notas, música e canções que o libertassem da mesmice.

Nisso a banda é craque: não é um show para qualquer um. É um show para aqueles que procuram se distanciar da realidade e das músicas comuns, do espaço alheio tomado por uma realidade grotesca.

Após pouco mais de uma hora (não sou muito afeito a duração de shows), o público em catarse, saia para tomar um ar e retornar para o quarteto (não um duo como erroneamente escrevi na chamada do show na semana passada) Cidade Dormitório.

Com cinco músicas iniciais, reclamando em quatro delas sobre o som, sobre o grave, sobre qualquer coisa que não agradou a banda, a minha paciência foi para outro lugar e minha presença e de nosso outro editor, junto.

Entendemos todos os contratempos de pequenos espaços, de pequenos palcos, etc..

Mas com tanta reclamação, para uma banda que pelo que apuramos no local, não passou ou não conseguiu passar o som, fica difícil ser paciente.

Eu já vi bandas sem amplificador ou cubo, darem tudo de si e entregar um show absurdo de bom.

Como já vi bandas reclamarem e pararem a todo momento durante o show.

Não importa. Cidade Dormitório é uma banda bem legal e com som daqueles que prendem o ouvinte.

Mas definitivamente, não era a mesma banda que eu escutei dias antes e nutria a esperança de assistir a um show igual.

Junto da minha pessoa, muitos pares também saíram do local, em meio a tantas reclamações.

No frigir dos ovos, tapete tapete é uma banda pronta para conquistar novos territórios. Dominio absurdo de palco e público.

E fica aqui a vontade de voltar a assistir um show da Cidade Dormitório sem tantas reclamações.

AGRADECIMENTOS:

BROCAVE pelo convite !

tapete tapete pelo show absurdo!

Cidade Dormitório pelo repertório lindo, mesmo com tantas reclamações.

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.