Resenha: Vera Fischer Era Clubber – Veras I (2025)

Resenha: Vera Fischer Era Clubber – Veras I (2025)

(Reprodução)

Existe o bem. Existe o mal. O branco da luz estroboscópica. O preto do banheiro da boate. O sim da boca alheia. O não que o pai fala para o filho, aos 15 anos. E existe Veras I, o disco de estreia do Vera Fischer Era Clubber, que se equilibra exatamente ali, onde o certo e o errado dividem a mesma cama.

Sete faixas num pop eletrônico com cheiro de loló, gosto de beijo errado, clima de rave emocional e nítidas influências de Noporn, Cansei de Ser Sexy e Banda Uó, por citar algumas referências.

A voz de Crystal, ora cantada, ora declamada, chega como quem sussurra segredos indecentes no ouvido, com “s” e o “x” estalando com sotaque carioca.

Um detalhe importante: o disco inteiro é uma piraceira. Tem cocaína entre amigas em “Ina”, bruxas e zumbis em “Fantasmas”, tem desejo, culpa, pista, abismo, sujeira, loucura e confusão. Tudo meio cyberpunk, só que em Niterói.

Sinceramente? Escute. Não sei se gostei, mas é tudo muito dançante e palatável. Com certeza, você vai esbarrar em algum inferninho com o Vera Fischer Era Clubber.

8.7

Veras I – Veras Fischer Era Clubber

Gravadora: Palatável Records

Sinceramente? Escute. Não sei se gostei, mas é tudo muito dançante e palatável. Com certeza, você vai esbarrar em algum inferninho com o Vera Fischer Era Clubber.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.