Existe o bem. Existe o mal. O branco da luz estroboscópica. O preto do banheiro da boate. O sim da boca alheia. O não que o pai fala para o filho, aos 15 anos. E existe Veras I, o disco de estreia do Vera Fischer Era Clubber, que se equilibra exatamente ali, onde o certo e o errado dividem a mesma cama.
Sete faixas num pop eletrônico com cheiro de loló, gosto de beijo errado, clima de rave emocional e nítidas influências de Noporn, Cansei de Ser Sexy e Banda Uó, por citar algumas referências.
A voz de Crystal, ora cantada, ora declamada, chega como quem sussurra segredos indecentes no ouvido, com “s” e o “x” estalando com sotaque carioca.
Um detalhe importante: o disco inteiro é uma piraceira. Tem cocaína entre amigas em “Ina”, bruxas e zumbis em “Fantasmas”, tem desejo, culpa, pista, abismo, sujeira, loucura e confusão. Tudo meio cyberpunk, só que em Niterói.
Sinceramente? Escute. Não sei se gostei, mas é tudo muito dançante e palatável. Com certeza, você vai esbarrar em algum inferninho com o Vera Fischer Era Clubber.
Veras I – Veras Fischer Era Clubber
Gravadora: Palatável Records
Sinceramente? Escute. Não sei se gostei, mas é tudo muito dançante e palatável. Com certeza, você vai esbarrar em algum inferninho com o Vera Fischer Era Clubber.
