Resenha: Jonabug – Três Tigres Tristes (2025)

Resenha: Jonabug – Três Tigres Tristes (2025)

(Reprodução)

Pensemos na seguinte cena: O calor de janeiro do interior de São Paulo, mas precisamente da cidade de Marília. Agora, de repente, corta pro inverno de Chicago, onde uma rajada de vento midwest emo corta até o coração mais apaixonado. É num cruzamento destes, improvável mas muito promisso, que deve ter nascido três tigres tristes, álbum de estreia da Jonabug.

Formado por Marília Jonas (voz e guitarra), Dennis Felipe (baixo) e Samuel Berardo (bateria), o trio mistura guitarras, versos e uma estética sonora que costura o shoegaze e o pop punk com fiapos de grunge noventista e o lirismo do emocore. Tudo isso em cerca de 26 minutos, divididos em 10 faixas.

Com letras em português e inglês, Jonabug fala sobre se perder e se encontrar, numa dicotomia que transgrede as atuais gerações e coloque em xeque gerações como a minha.

Nessa intensa relação, destaco “Mommy issues”, “além da dor” e “look at me” que soam ora meio Pixies, ora meio Slowdive e as vezes pode puxar prum lance mais Paramore. Com todas essas referências, é impossível que saia algo ruim ou desconexo. Afinal, basta apenas uma audição de três tigres tristes para sacar que tudo foi feito de forma honesta, intensa e sobretudo, com talento.

Uma banda para ficar de olho e ouvir no inverno (e verão).

7.6

Três Tristes Tigres – Jonabug

Gravadora: Independente

Uma banda para ficar de olho e ouvir no inverno (e verão).

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.