Nada polido e tudo verdadeiro: o tipo de festival que te deixa com raiva de ter chegado atrasado

Nada polido e tudo verdadeiro: o tipo de festival que te deixa com raiva de ter chegado atrasado

(Reprodução)

Com um atraso (nosso) considerável, pegamos metade do show da terceira banda: Favourite Dealler.

FAVOURITE DEALLER

Sujeira, atitude e uma vocalista que saiu de algum gueto sei lá de onde. Raivosa, com presença de palco, era um verdadeiro furacão na frente dos poucos presentes Um quarteto envolvido na loucura, entrega e uns dedos de punk, Indie e porque não, pitadas generosas de grunge, com uma presença hipnotizante da frontgirl.

A vocalista terminou rouca, o baterista era um alucinado, e o baixista um achado. Guitarra possuído, uma banda, completa!!!

OLIVIA YELLS

Já escrevemos sobre a artista de Curitiba algumas vezes. Não, não é uma banda. É uma artista solo com uma base musical absurda É uma guitarrista com o combo: sei tocar, sei cantar e tenho presença de palco.

E o show é redondo! Existe entrega, existe uma verdade, novamente com aquela pegada grunge e ao mesmo tempo, Anos 90, Alanis Morrissette.

É a verdade da cena indie, com um apuro de urgência: “estamos aqui, prestem atenção em nós!”. Deu um pouco de raiva termos perdido os dois primeiros shows, mas, no meio do caminho, tinha um jogo — e, no meio do jogo, ótimos shows!

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.