Estreia em disco solo, Daniel Francisco assina como Meu Nome é Francisco e apresenta uma MPB eletrônica que sabe onde pisa: samba, jazz, soul e beats urbanos que carregam o sotaque da cidade de São Paulo.
Tem samba elétrico de “Intro” e bossa psicodélica e instrumental em “Dreamlike”. Tem samba-rap em “É preciso confiar”. Tem sintetizadores vintage em “Dim dom” e também em “Flores”. Sim, o trabalho costura várias referências sonoras sem medo (nem receio) de parecer múltiplo ou multifacético.
Nas redes sociais, Francisco chama tudo isso de urban music, e faz sentido: o disco transita entre estilos como quem muda de esquina, de Santa Cecília para a Lapa ou da Lagoa da Conceição para o Largo da Ordem, sem escalas.
Em síntese, um trabalho interessante, incomum e intriguista. E parafraseando o nome do álbum, só o tempo dará a grandiosidade do álbum. Ou não.
Só o tempo que dá nome às coisas – Meu Nome É Francisco
Gravadora: PreguiSom
Meu Nome é Francisco estreia com uma MPB eletrônica multifacetada que tenta engolir tudo, mas pode acabar se engasgando com tanta coisa junta.
