Carregando o nome de uma das anarquistas mais influentes do século XX, a banda Emma Goldman hagiografia: seu debut “All You Are Is We” é um soco sonoro, atravessado por caos, ironia e crítica social. Vinda de Vancouver, no Canadá a banda mistura screamo, grindcore e noise com lampejos eletrônicos. Ora soa meio Napalm Death, ora meio Atari Teenage Riot. Em resumo, o disco é brutal.
Faixas faixas como “I seem to be an adjective”, “That Is the Land of Lost Content” e “Diss Track” trascendem e evocam que violência instrumental dialoga com um vocal tão imprevisível quanto. Em tempos onde tudo vai muito rápido, a banda consegue encapsular 12 faixas em menos de 29 minutos.
E sim, tal como a figura histórica que inspira seu nome, a Emma Goldman soa anárquica, rebelde e resistente. Uma grata surpresa do algoritmo para minha humilde pessoa.
All You Are is We – Emma Goldman – All You Are is We (2025)
Gravadora: Zegema Beach Records
Se a Emma histórica falava em revolução, esse quarteto canadense só quer saber de gritaria e distorção pesada.
