A cantora sueca prova que Blue continua mais vivo do que nunca
Na agenda insana de shows internacionais do segundo semestre de 2025, todo dia é “dia de show”. Em uma terça-feira um pouco fria, o Cine Joia recebeu um ótimo público para assistir à apresentação da cantora sueca Ionna Lee, que celebrou os 10 anos de lançamento do álbum Blue.
O show faz parte do projeto iamamiwhoami, que tem seu marido, Claes Björklund, como segundo integrante, misturando música e imagens. E nada melhor para um espetáculo desse tipo do que um ex-cinema transformado em uma das principais casas de shows do país.
Sem banda de abertura (o que pareceu uma boa escolha para um show no início da semana) e com 30 minutos de atraso (que ajudaram quem ainda estava no trânsito), a cantora subiu ao palco para iniciar a noite com Dive, faixa que abre o álbum. Sempre percebi em seu trabalho influências de Björk e Goldfrapp, mas ao vivo fica claro que seu electropop tem uma personalidade própria, que ganha muito com a presença de palco da artista e as imagens projetadas no telão.
Ao final da primeira música, já estava claro: haveria grande química entre Ionna Lee e o público. Isso se confirmou em vários momentos (rolou até um “Ionna, eu te amo”), principalmente quando a plateia parecia estar em uma pista de dança. A empolgação só aumentou quando vieram “Vista”, “Tap Your Glass”, “Blue Blue”, “Thin”, “Ripper” e “The Last Dance”. “Still Blue” encerrou o show, coroando uma grande apresentação e deixando o público em êxtase.
Com pouco mais de uma hora e dez minutos de duração — curto, centrado no álbum e sem bis —, ficou a sensação de ter vivido uma experiência sonora e visual intensa e agradável, que permitiu dançar e cantar junto às músicas de Blue, que ganharam ainda mais presença e força ao vivo. Uma ótima diversão.



