Vamos falar de coisa boa? O quarto trabalho dos nova-iorquinos do Geese, lançado pela Partisan e pela Play It Again Sam, é forte candidato a estar em diversos top 10 mundo afora. E o motivo é, relativamente, simples.
Sâo 11 faixas que permeiam, até aqui, o ápice da criativade e experimentalismo da banda: tem pós-punk, art rock e pitadas de britpop, mas, sobretudo, tem originalidade, atitude e um frescor interessante para um cenário que muitas vezes parece saturado.
Gravado em apenas dez dias e com produção do próprio grupo, as faixas são baseadas numa tríade composta por riffs sujos, bateria no talo e um vocal marcante, obra de Cameron Winter. Destaco “Trinidad”, “100 Horses” e “Getting Killed”, mas se tiver apenas 6 minutos, sente no sofá, desligue a luz e ouça “Islands of Men”: a energia é tão imprevisível que parece que a banda está prestes a explodir. E talvez seja esse o charme.
Candidato fácil a um dos trabalhos mais legais do ano e que dá vontade de ter no vinil pra girar até gastar, mas isso é papo para outro momento. No momento, tenho que me contentar com o streaming.
Getting Killed – Geese
Gravadora: Partisan & Play It Again Sam
De fato, se for pra morrer ainda em 2025, que seja ouvindo Getting Killed, um ótimo trabalho do Geese.
