Geese – Getting Killed (2025)

Geese – Getting Killed (2025)

(Reprodução)

Vamos falar de coisa boa? O quarto trabalho dos nova-iorquinos do Geese, lançado pela Partisan e pela Play It Again Sam, é forte candidato a estar em diversos top 10 mundo afora. E o motivo é, relativamente, simples.

Sâo 11 faixas que permeiam, até aqui, o ápice da criativade e experimentalismo da banda: tem pós-punk, art rock e pitadas de britpop, mas, sobretudo, tem originalidade, atitude e um frescor interessante para um cenário que muitas vezes parece saturado.

Gravado em apenas dez dias e com produção do próprio grupo, as faixas são baseadas numa tríade composta por riffs sujos, bateria no talo e um vocal marcante, obra de Cameron Winter. Destaco “Trinidad”, “100 Horses” e “Getting Killed”, mas se tiver apenas 6 minutos, sente no sofá, desligue a luz e ouça “Islands of Men”: a energia é tão imprevisível que parece que a banda está prestes a explodir. E talvez seja esse o charme.

Candidato fácil a um dos trabalhos mais legais do ano e que dá vontade de ter no vinil pra girar até gastar, mas isso é papo para outro momento. No momento, tenho que me contentar com o streaming.

9.5

Getting Killed – Geese

Gravadora: Partisan & Play It Again Sam

De fato, se for pra morrer ainda em 2025, que seja ouvindo Getting Killed, um ótimo trabalho do Geese.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.