Eddie Spaghetti nunca foi um homem de meias palavras e o novo disco do Supersuckers é a prova de que ele também não tem meia vergonha.
Liquor, Women, Drugs & Killing, décimo segundo trabalho do trio de Arizona, é o tipo de álbum agressivo, como acender um cigarro num local fechado e ficar encarando quem não fuma.Um registro altamente cancelável, recheado de referências explícitas a bebida, sexo, drogas e violência. Tudo o que o rock dos anos 90 achava legal antes da internet decidir o contrário. E evoluirmos como sociedade.
Contudo, entretando e, todavia, no meio da provocação, ainda há um charme sujo: o humor ácido, o cinismo e o sarcasmo que sempre fizeram parte do DNA da banda. Eddie segue o mesmo personagem: meio Lemmy, meio palhaço decadente do rock americano, 100% conservador e altamente polêmico e provocador.
Isso é um problema? Sim, com certeza. E também “Liquor, Women, Drugs & Killing” tenta parecer perigoso. Mas é um reflexo do que já foi.
Todo esse foco total na masculinidade old-school que prega a destruição, riffs reciclados, e aquele mesmo velho discurso de bar já deu. Não tem mais vez. E tudo soa mais como um déjà-vu de tempos em que o Supersuckers poderia ser algo legal. Hoje, parece só ecoar em bares cada vez mais vazios.
Liquor, Women, Drugs & Killing – Supersuckers
Gravadora: Hardcharger Records
O resumo de Liquor, Women, Drugs & Killing é o seguinte: Supersuckers entrega um álbum cancelável e totalmente, esquecível.
