Siba – Máquina de Fazer Festa (2025)

Siba – Máquina de Fazer Festa (2025)

(Reprodução)

Siba é o retrato fidedigno de um artista que nasceu para trazer todos os ritmos nos seus mais diversos projetos. Seja no ressuscitado Mestre Ambrósio (diga-se de passagem, uma ótima notícia!), seja na Fuloresta (banda que acompanha o artista há muitos anos) ou na sua carreira solo.

A maioria das canções é conhecida no seu novo trabalho, mas ou foram lançadas de maneira esparsa, ou dentro de outros trabalhos. Aqui, todas ganham uma unidade.

Festividade, Carnaval, letras com aquela história engraçada ou cômica — todas remetem ou são reflexo da maior festa popular do Brasil.

São símbolos de músicas que retratam um Brasil ainda pouco conhecido, com elementos de frevo, ciranda e as próprias canções com teor carnavalesco.

O nome do disco não vem à toa: Máquina de Fazer Festa é justamente o que se propõe — um apanhado que vem mostrar um disco alegre e atemporal.

Siba sabe fazer música como poucos. Na releitura de “Os Melhores Dias de Minha Vida” (Capiba), é uma poesia viva. Não apenas pela letra magnífica, mas pelo ritmo que vai de encontro ao que há na letra — alegria pelo ritmo, tristeza pela letra.

Canções que foram lançadas durante os muitos anos de carreira do músico foram resgatadas para dar unidade e sentido ao álbum, que soa muito mais forte que uma coletânea: “Canoa Furada”, “A Bagaceira”, “Vale do Jucá”, “A Turma Tá Subindo” e “Marcha Macia”.

Um álbum que vale cada faixa e que, com a masterização do produtor e músico Artur Joly, ganha um significado maior.

8.9

Máquina de Fazer Festa – Siba

Gravadora: Três Selos

Siba é alegria, é o multihomem, a busca do resgate sonoro que o Brasil insiste em ignorar.

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.