Indigans – Quarto Quieto (2025)

Indigans – Quarto Quieto (2025)

(Reprodução)

Porto União é daquelas cidades que carregam um certo ar fantasmagórico no silêncio. Fica lá no planalto norte de Santa Catarina, colada em União da Vitória (PR), dividida apenas pelo rio Iguaçu. Ela é conhecida nacionalmente por ser a terra do Steinhaeger no Brasil. E nesse clima interiorano, introspectivo, frio e melancólico, que foi lançado “Quarto Quieto”, álbum de estreia no trio Indigans.

Gravado de forma independente, o álbum é composto por 12 faixas que permeiam entre o indie rock, emocore, pitadas de shoegaze, punk e um quê de dreampop, acaba ecoando de forma bem interessante no atual cenário catarinense.

Guitarras texturizadas, uma cozinha precisa e letras que abordam o cotidiano de uma vida majoritariamente triste (ouça “Todas as escolhas eu errei” e “Meu dia não vai ter fim”, por exemplo), eclodem no mérito da Indigans de transformar o quarto em palco.

Em suma, um debut potente e honesto, que soa interiorano sem ser ingênuo, melancólico sem ser piegas e porque não sombrio, sem perder o brilho. É denso, catártico e inevitavelmente verdadeiro.

Por isso, se você curte Terno Rei, Adorável Clichê e Terraplana, vá sem medo e aproveite para conhecer e curtir “Quarto Quieto”. Principalmente, se estiver triste e quiser ficar em silêncio olhando pro teto no seu quarto.

8.8

Quarto Quieto – Indigans

Gravadora: Independente

De Porto União, terra do Steinhäger e do silêncio frio, a Indigans destila em “Quarto Quieto” um som denso, catártico e inevitavelmente verdadeiro.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.