O Walfredo Em Busca da Simbiose angariou uma quantidade legal de fãs Brasil afora, após o lançamento do seu álbum de estreia, o aclamado Maiúsculas Cósmicas (2019). O rock com pitadas de folk (ou vice-versa), aliado à psicodelia que tomou conta no mundo pandêmico, pegou todos nós de calças curtas e chamou atenção da galera mais alternativa, aquela que aqui em Florianópolis mora na Trindade/Santa Mônica e chama a média com leite de Flat White.
Corta para 2025 e cá estamos resenhando o álbum “Mágico Imagético Circular”, terceiro trabalho de inéditas da trupe paulista, que soa como uma exata consolidação do trabalho realizado lá atrás. Sob a batuta de Lou Alves, o projeto constrói uma tapeçaria sonora feita de guitarras melódicas, sintetizadores e camadas que se encontram entre o folk e o indie rock, deixando os nuances psicodélicos mais à margem do seu trabalho.
E embora isso possa parecer ruim ou, no mínimo estranho, acaba não sendo. Até porque o aprofundamento em esses estilos torna o trabalho bem legal, se aproximando (musicalmente falando) em nomescomo Vanguart e Los Hermanos, numa análise primária ao menos. Escute “Toda Vez Primeira Vez”, “Iridescência”, “Rita Lee” ou “Calmaria” e depois me conta.
Por isso, no fundo, mas nem tanto, “Mágico Imagético Circular” é exatamente isso que o nome sugere: um ciclo de sensações. uma volta completa no próprio eixo da criação. O Walfredo Em Busca da Simbiose deixou de ser um hype underground e virou uma realidade pop, já flertando com o mainstream. Vamos ver como vai ser daqui pra frente.
Mágico Imagético Circular – Walfredo Em Busca da Simbiose
Gravadora: Balaclava
Em "Mágico Imagético Circular", Walfredo finalmente completou sua simbiose: ficou 50% Vanguart e 50% Los Hermanos! E pior que ficou legal pacas.
