H2O no Espaço Usine: A Fórmula do Caos!

H2O no Espaço Usine: A Fórmula do Caos!

(Reprodução)

Com apresentações de De Peito Aberto, Norte Cartel, D.P.R. e Bayside Kings, festival em São Paulo teve o H2O como atração principal em uma noite de punk, hardcore e espírito DIY.

Os sábados são dias propícios para curtir shows (ainda mais quando se tem um feriadão). Imagina, então, um sábado que tem um festival de punk/hardcore em um local legal e com uma atração gringa que prometia um show insano. Foi isso que rolou no Usine, no primeiro sábado de novembro, com o Trick or Hardcore? Fest, produção da NDP.

O Usine (antigo Clash Club) é um ótimo espaço para shows pequenos (a capacidade é um pouco superior a 1.000 pessoas), com boa qualidade de som, banheiros amplos e um bar ágil para comprar cerveja. Ali, as cinco atrações do festival tinham um ótimo local para mostrar seu trabalho (incluindo a venda de merch) e fazer a alegria do público presente.

Pontualmente, às 19h, subiu ao palco a banda De Peito Aberto, com seu hardcore diretamente de Brasília. Com um público ainda pequeno, eles mostraram um som intenso (percebi uma influência de Dead Fish, o que é superpositivo) que preparou os tímpanos para uma noite que seria de muito peso.

Infelizmente, por problemas técnicos, só consegui assistir a uma música dos cariocas do Norte Cartel. Assim, não vou comentar esse show.

Na sequência, foi a vez do rapcore dos paulistanos do D.P.R. Tinha escutado pouca coisa da banda e fui conferir como seria ao vivo. E tenho uma teoria: banda de punk/hardcore de verdade tem no palco o verdadeiro espaço para mostrar sua qualidade. E o D.P.R., ao vivo, mandou muito bem, já com um público para fazer uma roda punk.

A banda santista de hardcore Bayside Kings foi a última atração nacional e empolgou o bom público presente com seu hardcore pesado e direto. Os 40 minutos de show foram no volume máximo. Eu tinha escutado o último álbum deles, intitulado Atlas, e já esperava a paulada sonora que viria. E foi muito bom, com destaque para o vocalista, Milton Aguiar, que agitou muito e deixou o palco incendiado para a última banda.

Às 22h21, subiu ao palco a grande atração da noite: a banda americana H2O. E, nos 61 minutos seguintes, o Usine foi tomado por uma sonoridade vigorosa que incendiou o público (que cantou junto, em coro, todo o set, fez mosh e roda punk — claro que assisti de longe, com aquela prudência que evita acidentes).

Nothing to Prove abriu a sequência de pauladas que Toby Morse conduz, com o resto da banda, de forma simplesmente caótica. Que show incrível! E o set foi seguindo com uma pedrada após a outra (teve o cover de Fugazi, Waiting Room), em celebração aos álbuns H2O (1994) e Go (2001). Ao final, ainda teve uma referência ao Sick of It All (banda para a qual Toby era roadie).

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(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Resumindo: foi insano!

Para terminar, um fato peculiar: estava em frente ao Usine antes da abertura das portas e havia uma senhora vendendo camisetas do H2O. De repente, chega a van da banda, e o vocalista Toby Morse e o guitarrista Rusty Pistachio, que estavam entrando na casa, voltam e vão falar com a vendedora. Após uma breve conversa, cada um saiu com seu merch alternativo como recordação (ah, havia merch oficial deles para venda dentro da casa). Isso é o hardcore/punk de verdade. DIY!

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Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.