YOB (Eua)

YOB (Eua)

(Reprodução)

A coluna de hoje é feita para os fãs dos sons pesados, mais especificamente para os fãs de doom metal/stoner/sludge. Quem curte o estilo precisa ouvir os álbuns dos trio americano YOB, formado na cidade Eugene, no Oregon. Atualmente a formação da banda tem Mike Scheidt (vocal e guitarra), Aaron Reiseberg (baixo), Travis Foster (bateria).

Formada no final dos anos 90, a banda o primeiro álbum em 2001, intitulado Elaborations of Carbon, com muito peso em músicas como All the Children Forgotten e Clear Seeing, chamando a atenção de público e crítica. Em 2003 veio o segundo disco, Catharsis, com três longas músicas. Aqui peso, vocais guturais e pitadas de psicodelia são os ingredientes que garante o “bater cabeças”.

Em 20005 sai o quarto álbum, The Unreal Never Lived (que você pode ouvir abaixo) é o melhor dessa “primeira fase” (na minha opinião). Quatro longas canções que reverberam todo peso e intensidade da nada. A abertura com Quantum Mystic mostra a banda afiada em um dos melhores momentos da carreira.

Após uma pausa, a banda retorna em 2009 com o álbum The Great Cessation mantendo o peso, mas com passagens mais psicodélicas, mostrando uma leve mudança em relação aos lançamentos anteriores. Escute Burning the Altar e The Lie That is Sin que mostram bem essa nova fase da nada. Em 2014, o sétimo álbum, intitulado Clearing the Path to Ascend é outro destaque entre crítica e público. No ano de 2018 eles lançaram, até então, seu último álbum de estúdio, Our Raw Heart, mantendo a forma que conquistou os fãs do estilo.

Ao longo desses quase 30 anos de carreira a banda, apesar das mudanças de formação (apenas Mike Scheidt foi membro constante), sempre foi um dos destaque no vasto cenário do doom/stoner/sludge norte americano. Se você curte bandas como Neurosis, Electric Wizard, Cosmic Reaper e Boris tem tudo para gostar da sonoridade desse trio pesado do Oregon. Ouça The Unreal… e boa diversão.

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.