Produzido por Cris Botarelli, disco de estreia da cantora canadense aborda dor crônica, ansiedade e superação em uma sonoridade que transita entre o pop alternativo e a música eletrônica.
A cantora e compositora Julie Neff lançou fine., seu álbum de estreia, após apresentar os singles “fine!?” e “TRAPPED”. O trabalho inaugura uma nova fase na carreira da artista canadense, que já havia lançado três EPs, e reúne composições escritas ao longo de seis anos, desde o início da pandemia.
Produzido por Cris Botarelli, conhecida pelo trabalho com Far From Alaska e Ego Kill Talent, o disco transforma experiências profundamente pessoais em um conjunto de canções que abordam temas como endometriose, dor crônica, depressão e ansiedade. Em vez de tratar essas vivências apenas como relatos, fine. propõe um percurso de vulnerabilidade, aceitação e superação.
Musicalmente, o álbum combina pop alternativo, texturas eletrônicas e uma abordagem intimista, dialogando com artistas como MARO, Kimbra, Stromae e Florence + The Machine.
Escrito entre Brasil e Canadá, fine. foi gravado no Seratone Studio, em Québec, e chega acompanhado de um visualizer para a faixa “SOMETHING”. Segundo Julie Neff, o projeto representa um processo de acolhimento das próprias emoções e a busca por uma forma mais leve de seguir em frente.
Já Cris Botarelli explica que a produção privilegiou a espontaneidade e a força emocional das interpretações vocais, utilizando essas performances como ponto de partida para a construção dos arranjos. O resultado é um álbum que equilibra sofisticação pop e honestidade emocional, consolidando a estreia de Julie Neff como uma artista que transforma experiências íntimas em canções de alcance universal.


