Julie Neff, é um nome a ser observado no atual cenário do pop sofisticado.
Desde os anos 90/00 há uma percepção que o pop mais sofisticado e que flerta com o jazz, com a chamada “música romântica” ou fundo de séries e filmes focados no público feminino tem se aproximado da pieguice, o nome de Julie Neff surge como uma boa alternativa para se apreciar.
O mais difícil dentro do pop é construir algo que faça você parar e prestar atenção no contexto geral do álbum.
A voz suave e por vez potente de Julie Neff é econômica na medida certa, potente quando se faz necessária e marcante.
Quando se escuta “swimming in the ocean”, a faixa me remete a cantoras do calibre de Kim Carnes ou a saudosa Bonnie Raitt, ambas devidamente elegantes na maneira de cantar.
Na faixa título do trabalho recém lançado, “fine.” A candense evoca Florence Welch, nos arranjos e postura vocal, porém com identidade e olhar próprios.
A produção de Cris Botarelli, sem sombra de dúvidas, traz uma contemporaneidade ao conjunto delicado de 12 faixas de fine.
Uma faixa bem interessante que me pegou foi “at my grandparents”, evocando o ambiente familiar e como se o acomoanhamento sonoro fosse uma caixinha de música e pequenas intervenções.
Belo trabalho de Neff!
fine. – JULIE NEFF
Gravadora: Independente
Bela estreia da candense Julie Neff, elegante e com brilho proprio, cativa a cada canção.
