Uma estreia que não parece estreia.
Formada em 2018, em Campo Mourão, no Paraná, a Cigarro Mata chega ao primeiro álbum depois de alguns bons anos circulando pelo underground e dividindo palco com nomes como Menores Atos, Polara e Sugar Kane.
E quiçá, presumo eu, esse seja o principal motivo para o registro não soar como um trabalho de estreia.
O álbum homônimo é composto por dez faixas, menos de 40 minutos e muito rock, no amplo sentido da palavra. Às vezes, puxa mais para o indie, como na faixa “Imagina Só”; em outras, para o hardcore, como nos gritos rasgados presentes em “Tanto Faz”; e também há espaço para ideias mais pop, como é o caso de “S.A.C Para Relações Mal Resolvidas”.
Resumindo em poucas palavras: um trabalho sólido e interessante, com bastante guitarra distorcida, mas sem se prender de fato a um único estilo. Soma-se a isso uma produção acima da média (li que o álbum foi gravado no Estúdio Costella, com produção de Capilé e masterização de Gabriel Zander) e um nome coercitivo, daqueles que chamam a atenção.
Para um primeiro disco, já é coisa pra caralho.
Cigarro Mata – Cigarro Mata
Gravadora: Nap Nap Records
O primeiro disco do Cigarro Mata é coisa pra caralho.
