Diretamente da terra do maple syrup e do hóquei no gelo surge o Fangus, quinteto canadense que apresenta Emerald Dream, seu álbum de estreia. E não vacila em serviço.
Bebendo da fonte do stoner, do proto-metal e da psicodelia setentista, o som é sujo, denso e cheio de personalidade. Sem firula, nem concessão.
Em pouco mais de 35 minutos e oito faixas, a banda constrói um universo próprio, envolto em uma névoa verde de guitarras fuzz, órgãos e sintetizadores que conduzem a experiência quase como um ritual.
Os destaques ficam por conta da faixa-título, com sua atmosfera etérea e expansiva, “Shapeshifter”, que alterna peso e psicodelia com naturalidade, e o fechamento “Stardust Regulator”, que encerra o álbum em um transe cósmico.
No fim, numa análise pragmática Emerald Dream não tenta reinventar nada e talvez aí esteja sua maior força. Afinal, é um disco que entende exatamente de onde vem e o que quer provocar: uma imersão crua, lisérgica e sem filtro.
Emerald Dream – Fangus
Gravadora: From The Urn Records
Fangus entrega um debut sujo e hipnótico com “Emerald Dream”
