Fangus – Emerald Dream (2026)

Fangus – Emerald Dream (2026)

(Reprodução)

Diretamente da terra do maple syrup e do hóquei no gelo surge o Fangus, quinteto canadense que apresenta Emerald Dream, seu álbum de estreia. E não vacila em serviço.

Bebendo da fonte do stoner, do proto-metal e da psicodelia setentista, o som é sujo, denso e cheio de personalidade. Sem firula, nem concessão.

Em pouco mais de 35 minutos e oito faixas, a banda constrói um universo próprio, envolto em uma névoa verde de guitarras fuzz, órgãos e sintetizadores que conduzem a experiência quase como um ritual.

Os destaques ficam por conta da faixa-título, com sua atmosfera etérea e expansiva, “Shapeshifter”, que alterna peso e psicodelia com naturalidade, e o fechamento “Stardust Regulator”, que encerra o álbum em um transe cósmico.

No fim, numa análise pragmática Emerald Dream não tenta reinventar nada e talvez aí esteja sua maior força. Afinal, é um disco que entende exatamente de onde vem e o que quer provocar: uma imersão crua, lisérgica e sem filtro.

Emerald Dream – Fangus

Gravadora: From The Urn Records

Fangus entrega um debut sujo e hipnótico com “Emerald Dream”

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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.