Temples – Bliss (2026)

Temples – Bliss (2026)
(Reprodução)

Eu conheci o Temples por causa do Tame Impala. Na época, lá por 2016, era impossível ouvir sem fazer a comparação. As guitarras eram cheias de efeitos, os vocais etéreos e a psicodelia sessentista faziam parecer que a banda inglesa ocupava exatamente o espaço deixado por Currents.

Mas o tempo passou e, enquanto Kevin Parker foi levando o Tame Impala para um pop cada vez mais eletrônico e polido, enquanto Temples seguiu por esse caminho já citado.

Por esse motivo é curioso ouvir Bliss por esse prisma. O quarto álbum da trupe inglesa incorpora sintetizadores, batidas dançantes e uma estética mais eletrônica, mas ainda preserva aquela sensação lisérgica que me fez gostar da banda desde o início. “Jet Stream Heart” e “Revelations” abrem o trabalho que conta com 10 músicas novas. Aliás, por falar dessa última tem uma batida que poderia tranquilamente estar em alguma música do Depeche Mode.

Outro destaque pra mim é “Glimmer”, onde toda a neo-psicodelia, que talvez não seja tão nova, dá a tónica para a música e para o álbum em si. Em suma, “Bliss” soa mais conectado ao espírito do Tame Impala clássico do que o próprio Tame Impala atualmente. Não porque esteja imitando Kevin Parker, mas porque o Temples encontrou um jeito próprio de manter viva essa mistura entre psicodelia, melodias irresistíveis e experimentação. E eu curto pra caramba!

Bliss – Temples

Gravadora: V2 Records

Em Bliss, Temples soa mais Tame Impala do que o próprio Tame Impala.

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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.