Metonímia – Metonímia EP (2026)

Metonímia – Metonímia EP (2026)

(Reprodução)

Catalogada simplesmente como “rock triste”, a Metonímia chega com um EP homônimo mais do que interessante. Lançado em fevereiro de 2026, o trabalho dos garotos da Zona Leste de SP é conciso, direto, com pouco mais de 17 minutos, e funciona como um bloco contínuo.

São quatro faixas que soam bem, num cruzamento de cruza emo, shoegaze, pop punk e rock alternativo, mas sem parecer refém de nenhum desses estilos. Há ecos evidentes do existencialismo melódico do Ludovic e, ao mesmo tempo, um diálogo claro com contemporâneos como Chococorn and the Sugarcanes, Jonabug e Bella e o Olmo da Bruxa.

A faixa destaque, pelo menos pra mim, é “31 de maio”, carregando vocais crus e rasgados, flertando de forma gostosa com o emocore.

Em suma, um começo promissor, um trabalho interessante e uma banda para ficar no radar, seja para assistir ou acompanhar novos lançamentos.

Metonímia – Metonímia

Gravadora: Indepedente

Metonímia lança EP de estreia e consolida nome no rock alternativo brasileiro em 2026

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.