Às vezes, tudo começa como homenagem. Outras vezes, a homenagem vira ponto de partida para algo próprio. Foi mais ou menos assim que nasceu a Elyra, banda formada em 2024 em Brusque (SC). O que começou como um tributo ao Evanescence acabou evoluindo para um projeto autoral que bebe da mesma fonte emocional do metal gótico e sinfônico, mas tenta caminhar com as próprias pernas.
Musicalmente, o grupo dialoga com referências bem claras. Dá para perceber ecos de Nightwish, Lacuna Coil, Jinjer e In This Moment. Não como cópia, mas como linguagem comum: riffs pesados, atmosferas densas e vocais que transitam entre fragilidade e potência.
A história da banda, curiosamente, também é sobre reencontro. A vocalista Kathy Maurici e o baterista Beto Barth já tinham dividido palco cerca de uma década antes, em uma banda de thrash metal. Naquela época, Kathy ainda tocava baixo. Anos depois, com mais estrada e outra visão musical, os dois decidiram começar algo novo. Assim nasceu a Elyra, hoje completada por Julio Garcez na guitarra e Edu Martineghi no baixo.
Em 2025, o grupo lançou seu primeiro EP, marcando oficialmente o início dessa nova fase. Para as gravações, a banda contou também com a participação do guitarrista Thiago Correia, ajudando a dar forma ao som que eles vinham construindo desde a formação.
Por isso, se a ideia é descobrir bandas novas da cena catarinense, vale ficar de olho.

