Julie Neff – fine. (2026)

Julie Neff – fine. (2026)
(Reprodução)

Julie Neff é um nome a ser observado no atual cenário do pop sofisticado.

Desde os anos 90/00, há uma percepção de que o pop mais sofisticado, que flerta com o jazz, com a chamada “música romântica” ou com trilhas de séries e filmes focados no público feminino, tem se aproximado da pieguice. O nome de Julie Neff surge como uma boa alternativa para se apreciar.

O mais difícil dentro do pop é construir algo que faça você parar e prestar atenção no contexto geral do álbum.

A voz suave e, por vezes, potente de Julie Neff é econômica na medida certa, potente quando se faz necessária e marcante.

Quando se escuta “swimming in the ocean”, a faixa remete a cantoras do calibre de Kim Carnes ou da saudosa Bonnie Raitt, ambas devidamente elegantes na maneira de cantar.

Na faixa-título do trabalho recém-lançado, “fine.”, a canadense evoca Florence Welch nos arranjos e na postura vocal, porém com identidade e olhar próprios.

A produção de Cris Botarelli, sem sombra de dúvidas, traz uma contemporaneidade ao conjunto delicado das 12 faixas de fine..

Uma faixa bem interessante que me pegou foi “at my grandparents”, evocando o ambiente familiar, como se o acompanhamento sonoro fosse uma caixinha de música, com pequenas intervenções.

Belo trabalho de Neff!

7.5

fine. – Julie Neff

Gravadora: Independente

Bela estreia da candense Julie Neff, elegante e com brilho proprio, cativa a cada canção.

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.