O “Dia Mundial do Rock” que não existe no resto do mundo…

O “Dia Mundial do Rock” que não existe no resto do mundo…

(Eric Nopanen/Unsplash)

Do punk ao shoegaze, 13 bandas independentes brasileiras para celebrar o Dia Mundial do Rock

O Brasil é conhecido por ter datas de celebração diferentes do restante do mundo (Dia dos Pais, Dia dos Namorados…) e, principalmente, por ter um Dia Mundial do Rock, que é uma data exclusiva do Brasil!

Sim, desde os anos 1990, duas rádios paulistas começaram com a “brincadeira”, e ela pegou.

Por que o dia 13 de julho?

Porque, no dia 13 de julho de 1985, ocorreu um megafestival beneficente, o Live Aid, que reuniu estrelas do estilo e, para alguém “criar” a data em terras tupiniquins, foi um pulo.

Mas isso tudo você pode encontrar no Google, caro leitor(a). Então, para comemorar uma data que só existe aqui, vamos de 13 bandas independentes brasileiras que não apenas incorporam o rock, mas muitos outros estilos em suas músicas.

Detalhe: nos reunimos por 5 minutos e definimos as bandas, de bate-pronto, para não pensarmos muito e porque o que vem do coração é o que mais funciona às vezes.

Não vamos nominar quem escolheu qual banda ou artista, mas os artistas e bandas representam esse estilo que sempre está tão em voga aqui nas amareladas páginas do Under Floripa.

As bandas vão vir por ordem alfabética. Escutem, sigam as bandas nos respectivos Instagrams e comprem merch!

Ana Paia (Sorocaba, SP)

Ana Paia é uma banda independente do interior de São Paulo que mistura indie rock, rock alternativo e emo, apostando em guitarras marcantes, melodias melancólicas e letras que abordam sentimentos, relações e o cotidiano. O grupo é formado por Ana Paula (vocal), Pasinha (guitarra), Rapho (baixo) e Yuri (bateria).

Budang (Florianópolis, SC/São Paulo, SP)

A Budang é uma banda brasileira que mistura rock, metal alternativo, hardcore e elementos da música regional, construindo uma identidade marcada pelo peso, pela intensidade e por letras que abordam questões sociais, existenciais e culturais. Com uma sonoridade que transita entre riffs pesados, melodias marcantes e influências contemporâneas, o grupo se destaca pela proposta autoral e pela energia de suas apresentações ao vivo.

Carmino (Guabiruba, SC)

Carmino é um cantor, compositor e músico catarinense que vem conquistando espaço na cena independente brasileira com uma sonoridade que mistura indie rock, indie pop, MPB e rock alternativo. Natural de Guabiruba (SC), iniciou sua trajetória autoral em 2018 e se destaca por letras confessionais que abordam temas como amor, juventude, ansiedade e autoconhecimento. Em 2024, lançou o álbum Casa de Badalação & Tédio, consolidando seu nome como uma das revelações da nova música catarinense.

Cranqz (Florianópolis, SC)

A CRANQZ é uma banda autoral de Florianópolis (SC) que integra a nova cena alternativa da capital catarinense. Com uma sonoridade intensa e experimental, o grupo mistura hardcore punk, noise rock, post-hardcore e rock alternativo, apostando em guitarras pesadas, letras ácidas e apresentações marcadas pela energia e pelo caos característicos do underground. Em 2026, lançou o EP de estreia Meu Sonho de Criança Era Ser Globo da Mortista, trabalho que ajudou a consolidar seu nome na cena independente e rendeu elogios pela originalidade e atitude sonora. A banda também tem dividido palco com outros nomes da cena catarinense, fortalecendo o circuito de música alternativa em Florianópolis.

Crise (Sorocaba, SP)

A Crise é uma banda de rock alternativo formada em Sorocaba (SP), em 2020, por Cristine Siqueira e Gabriel Pasin. Inicialmente um duo com influências de folk, lo-fi e bedroom pop, o projeto evoluiu para uma formação completa e passou a incorporar elementos de indie rock, shoegaze, dream pop e noise, consolidando-se como um dos destaques da cena independente do interior paulista. Em 2026, lançou o álbum de estreia por favor, me perdoe, as más notícias chegaram, ampliando sua projeção no cenário alternativo brasileiro.

Dead Fish (Vitória, ES)

O Dead Fish é uma das principais bandas de hardcore melódico do Brasil. Formado em 1991, na cidade de Vitória (ES), o grupo surgiu entre amigos ligados à cena do skate e do punk rock. Com letras de forte conteúdo social e político, conquistou destaque no cenário independente antes de alcançar projeção nacional com o álbum Zero e Um (2004). Ao longo de mais de três décadas de carreira, a banda consolidou-se como uma das maiores referências do hardcore brasileiro, influenciando diversas gerações de músicos e fãs.

Menores Atos (Rio de Janeiro, RJ)

A Menores Atos é uma banda brasileira de rock alternativo formada no Rio de Janeiro em 2002. Conhecida por unir influências de emo, post-hardcore e indie rock, o trio conquistou espaço na cena independente com letras introspectivas, melodias marcantes e apresentações intensas. Ao longo da carreira, lançou álbuns elogiados como Animalia (2014) e Lapso (2018), consolidando-se como um dos principais nomes do rock alternativo nacional e mantendo uma base de fãs fiel em todo o Brasil.

Oruã (Rio de Janeiro, RJ)

A Oruã é uma banda formada no Rio de Janeiro que mistura rock alternativo, psicodelia, noise rock, krautrock e música experimental. Liderado pelo guitarrista e compositor Lê Almeida, o grupo se destaca por suas composições hipnóticas, improvisações e paisagens sonoras densas, conquistando espaço tanto na cena independente brasileira quanto em turnês internacionais. Com uma discografia elogiada pela crítica, a Oruã é reconhecida por expandir os limites do rock contemporâneo brasileiro, unindo intensidade, experimentação e identidade autoral.

QMAR (São Paulo, SP)

A QMAR é uma banda brasileira que transita entre o rock alternativo, pós-punk e a música experimental, explorando atmosferas densas e sonoridades eletrônicas. O projeto aposta em composições introspectivas, texturas marcantes e uma identidade artística voltada à experimentação, combinando elementos de música eletrônica, ambient e rock contemporâneo. Em 2026, lançou o álbum Orações Oferecidas a Estranhos, reforçando sua proposta autoral e sua atuação na cena independente brasileira.

Quedalivre (Rio de Janeiro, RJ)

A quedalivre é uma banda do Rio de Janeiro que mistura metal alternativo, shoegaze, post-hardcore e experimentações sonoras, criando uma identidade marcada por guitarras densas, atmosferas melancólicas e letras introspectivas. O grupo vem se destacando na cena independente carioca com uma proposta autoral que transita entre peso e ambientação, culminando no lançamento do seu trabalho cheio neste ano de 2026.

sorosoro (Blumenau, SC)

A sorosoro é uma banda de Blumenau (SC), formada em 2021, que transita entre slowcore, indie rock, rock alternativo e música experimental, combinando letras introspectivas com arranjos densos e climáticos. O grupo vem se destacando na cena independente brasileira pelo som autoral e pela mistura de diferentes influências musicais.

tapete tapete (Florianópolis, SC)

Um quarteto formado por figuras ímpares. Um Carlos não verdadeiro, um vocalista ligado nos 220, Leo, o cara do sintetizador, e, não menos importante, Gustavo, o cara da bateria e das pancadas esparsas!

O grupo não tem ligação com o Grupo Borges, nem com nenhuma tapeçaria. Dizem que optam por internet de fibra para divulgarem com mais rapidez suas ideias sonoras e influências ocultas.

Tutu Naná (Chapecó, SC / São Paulo, SP)

Tutu Naná é uma banda do interior de Santa Catarina, conhecida por letras sarcásticas, acompanhadas por densas paisagens sonoras e ritmos contrastantes. Ao longo de sua longa trajetória, adquiriu confiança dentro de sua própria linguagem.

Formada pela inquietação de Akira, Jivago, Fernando e Carolina, o quarteto desconstrói e recria a música em suas mais diversas formas.

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.