Under Floripa e tapete tapete: Uma banda, um site, uma relação? Entrevista exclusiva, sem censura!

Under Floripa e tapete tapete: Uma banda, um site, uma relação? Entrevista exclusiva, sem censura!

(Reprodução)

Conhecemos a tapete tapete recentemente. Ouvimos os singles, ouvimos o álbum, vimos o show. Resenhamos quase tudo que foi possível desse quarteto, que eu não faço a mínima ideia de onde pocou no meu Spotify. Talvez, eu os processe. Porque agora eu quero o disco de vinil, não vai sair tão cedo. Uma fita cassete, acho que também não vai rolar.

O quarteto, ou quinteto (porque tem um maluco, Carlos, o Veradeiro que em algum momento, faz parte dessa loucura toda. Pesquisem! Não somos Google.),  arrebatou nossos corações…

Na realidade, estamos de olhos em uns dois da banda, ledo engano, um ou outro, tem compromisso sério.

Então, sem mais delongas, nem tinders alheios, vamos a nossa entrevista via Whataapp com nosso muso Artur, o frontman (que homem!) da tapete tapete.

Porque tanto preâmbulo?

Porque sim.

Porque um flerte mais incisivo?

Perguntem à Premiada Tapeçaria Borges….

UF: Primeiro, porquê “tapete tapete”?

tapete tapete: A gente gosta tanto do nome que resolveu colocar ele duas vezes.

UF: A banda usa de ironia e flerta com situações corriqueiras no álbum “Premiada Tapeçaria Borges”. O tratamento das músicas que catapultam o comum para um álbum excelente nessa mistura é que faz a diferença. Como vocês pensaram esse trabalho? Foi tudo proposital ou foi acontecendo?

tapete tapete: É tudo muito natural na verdade, eu (Artur) escrevo sobre o que vivo e como me sinto a respeito — e não tem nada de muito grandioso aí — e a ironia também acaba sendo um recurso estilístico bem intuitivo.

UF: Quais são as influências literárias do quarteto?

tapete tapete – A gente conversou e chegou a um consenso que a “Turma da Mônica” é unanimidade entre os membros da banda.

UF:  Skrotes, Nouvella, Dirty Grills, Adorável Clichê, tapete tapete… Santa Catarina está deixando de ser o estado de uma única banda, depois de tanto tempo? Porque sempre existiram muitas bandas boas, mas a mídia e o público insistiam em enxergar somente uma, nos últimos 20 anos.

tapete tapete – Primeiro que é uma honra sermos colocados na mesma prateleira desses nomes, e sim, Santa Catarina definitivamente não é mais o Estado de uma banda só. É muito massa ver, cada vez mais, bandas daqui integrando o circuito nacional.

UF: Pegando o gancho com a quarta pergunta, não é sobre criticar uma banda, e sim ter mais espaço para as demais. A que vocês atribuem esse crescimento de outras bandas recentes e outras nem tanto?

tapete tapete – Existem muitos fatores além da música em si que contribuem no crescimento de uma banda. A modernidade possibilitou as pessoas a escreverem um álbum foda com poucos recursos, mas tu és obrigado a fazer com que ele chegue nas pessoas. O mais importante disso tudo é como ele vai chegar nas pessoas. Precisa ter uma linguagem, precisa ter uma estética, precisa contar uma história, para o público se identificar e querer acompanhar? Não é como se a gente soubesse o que está fazendo, mas acostumamos usar como referência máxima “o que a gente gostaria de ver?”

Os recursos visuais são uma arma forte! Não precisa fazer dancinha, mas precisa saber dançar.

Eu nunca vi tantas bandas ativas em Floripa quanto agora. A galera tem se articulado, colaborado e isso é muito foda de ver! Além disso, o espaço que o Haôma e a Brocave disponibilizam no Centro (de Florianópolis) é essencial! É o berço de muita gente. Acredito que esse trabalho em conjunto, contribui para o crescimento da cena como um todo.

Inclusive, nos cabe ousar mais, ocupar novos espaços, tocar na rua, mostrar para as pessoas além do núcleo Centro-Leste que está rolando um barulho e muito barulho…

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.